Introdução

 

Na publicação de hoje, você poderá conhecer sobre a importância do boro e do zinco para a nutrição do cafeeiro. Mas, antes disso, é preciso apresentar a definição e a importância dos micronutrientes para a produção agrícola. Muitos produtores de café focalizam o manejo da adubação no fornecimento de macronutrientes, como nitrogênio, fósforo e potássio (NPK), e ignoram os micronutrientes, incluindo o zinco e o boro. Ao final da leitura deste texto, você terá motivos para incluir no seu plano nutricional a adubação de micronutrientes. Então, vamos lá. Boa leitura.

 

O que são micronutrientes?

Para uma produção agrícola de boa qualidade e com alta produtividade, é preciso a adequação dos fatores de produção às necessidades das culturas, incluindo o fornecimento de nutrientes. Para completar o seu ciclo produtivo, os vegetais precisam de certos nutrientes, os quais são chamados de elementos essenciais para o crescimento das plantas. Dentre esses elementos, existem aqueles que as plantas adquirem pelo ar ou pela água: carbono (C), hidrogênio (H) e oxigênio (O).

No entanto, a maioria dos elementos são absorvidos pelas plantas por meio da solução do solo. Eles são divididos em macro e micronutrientes. Essa classificação está relacionada com a quantidade de nutriente demandada pela planta durante o seu ciclo produtivo. Já que todos esses nutrientes são elementos essenciais e a falta ou a presença em quantidades inadequadas de qualquer um deles prejudica a produção vegetal. Os macronutrientes são: nitrogênio (N), fósforo (P), potássio (K), cálcio (Ca), magnésio (Mg) e enxofre (S), além de C, H e O. Já os micronutrientes são ferro (Fe), manganês (Mn), zinco (Zn), níquel (Ni), cobre (Cu), boro (B), molibdênio (Mo) e cloro (Cl).

Importância dos micronutrientes

Muito se fala da importância dos macronutrientes, principalmente NPK. E, muitas vezes, os micronutrientes são ignorados pelos agricultores. De fato, as plantas precisam de uma quantidade maior dos elementos classificados como macronutrientes. Entretanto, não se pode deixar de lado o fornecimento dos micronutrientes, pois eles desempenham funções importantes que incrementam a produtividade agrícola. É o que veremos a seguir. E, com certeza, depois de conhecer a importância desses elementos, você nunca mais vai deixar de fornecê-los às plantas da sua lavoura. Vamos lá.

Predominantemente, a maioria dos micronutrientes é responsável pela formação de moléculas de enzimas, atuando, principalmente, nos processos de oxido-redução por transferência de elétrons, ligando enzimas a substratos para formar os complexos enzima-substrato. Parece um pouco complicado, não é verdade? Mas para resumir: os micronutrientes são importantes para as plantas tanto quanto os macronutrientes e não devem ser ignorados nos planos de adubação. Porém, o fornecimento de quantidades elevadas desses elementos pode causar grandes prejuízos na produção. É o que veremos no próximo tópico.

 

Deficiência e excesso de micronutrientes nas plantas

Embora sejam requeridos pelas plantas em quantidades extremamente pequenas, a deficiência de micronutrientes pode causar a limitação da produção agrícola. Portanto, haverá a queda do rendimento das colheitas se o produtor rural não realizar o devido manejo, via solo ou via aplicação foliar, para a manutenção dos teores dos micronutrientes adequados ao crescimento vegetal. E não é isso que o agricultor deseja, não é mesmo? Por isso, no plano de adubação da lavoura, além do fornecimento dos macronutrientes, devem ser fornecidos também os micronutrientes.

Entretanto, o excesso de micronutrientes, geralmente, pode causar uma desordem no metabolismo vegetal, com comprometimento das funções metabólicas das plantas. Além disso, em situações não extremas, a decomposição de substâncias das células da folha pode levar à clorose do tecido vegetal. Por isso, para fornecer, com sucesso, os micronutrientes na lavoura, alguns fatores devem ser considerados: tipos de fertilizante, época e formas de aplicação, características do solo e da cultura, comportamento dos micronutrientes no solo e na planta etc.

Dessa forma, para que o produtor rural tenha mais chances de sucesso no manejo de micronutrientes, um auxílio de um profissional qualificado é essencial. Nós, da Agroteg Digital, por exemplo, temos, no nosso quadro de funcionários, profissionais capacitados para prestar assistência no manejo da adubação de macro e micronutrientes.

Mas lembre-se: o manejo nutricional se inicia com as análises de solo e plantas. Métodos de análise de rotina dos micronutrientes em solos e plantas já são disponíveis para os estudos da fertilidade do solo, por isso é fundamental realizar as análises de solo e foliares antes de definir o manejo da adubação da lavoura e contar com a assistência de um profissional especializado para interpretação dos resultados e definição do plano de adubação.

 

O zinco no cafeeiro

O zinco atua no crescimento da planta e, principalmente, na produção vegetal, desempenhando um papel importante na germinação do tubo polínico e influenciando o pegamento da florada e tamanho dos frutos. Por isso, é um dos micronutrientes que mais pode limitar a produção do cafeeiro. Além disso, o zinco participa como ativador de várias enzimas, como a RNA polimerase (interfere nos processos de síntese proteica) e o triptofano (percursor da auxina, um hormônio do crescimento vegetal). Esse micronutriente também auxilia na proteção contra patógenos, pois ajuda a manter a integridade da membrana e a controlar a permeabilidade celular.

 

Deficiência de zinco no cafeeiro

Inicialmente, os sintomas de deficiência de zinco aparecem nas folhas em expansão, que se tornam estreitas, retorcidas, coriáceas, quebradiças e ásperas ao tato. A deficiência provoca, ainda, a redução dos internódios, morte de gemas terminais, seca de ponteiros, superbrotamento e redução da produção. O tamanho reduzido das folhas e o seu agrupamento em secções do ramo com os internódios encurtados formam um tufo, também conhecido como roseta, podendo ocorrer a morte dos ponteiros.

 

Correção de zinco no solo

As condições de solo mais associadas com a deficiência de zinco são: solos arenosos e ácidos; solos com alto teor de argila e de silte; solos com alto teor de P disponível; e alguns solos orgânicos. Um dos fatores que mais afetam a sua disponibilidade é o pH do solo, a deficiência de zinco ocorre geralmente na faixa de pH entre 6 e 8 e, principalmente, em solos calcários. A correção de zinco pode ser feita por adubação via solo ou foliar. Para isso, deve-se considerar os teores ideais de 8 a 20 ppm nas folhas de cafeeiro e em torno de 3 mg dm-3 no solo de cultivo. Caso os teores de zinco estejam abaixo do ideal, é recomendada a adubação via solo de 6 kg ha-1 de zinco. As principais fontes de zinco são: sulfato de zinco (hidratado ou básico), óxido de zinco, oxisulfato, cloreto de zinco, nitrato de zinco, quelato de zinco e acetato de zinco.

 

O boro no cafeeiro

Juntamente com o zinco, o boro é o micronutriente que mais limita a produção do cafeeiro. Ele é um micronutriente de função estrutural na planta, pois atua no alongamento e na divisão celular, por isso é muito exigido nas partes da planta com intenso crescimento, como o ápice do ramo ortotrópico, a ponta dos ramos laterais e os meristemas radiculares. Portanto, exerce importante papel no desenvolvimento apical dos ramos e das raízes. Além disso, o boro tem um papel importante na formação da parede celular, no aumento do tamanho das células e na velocidade de transporte de carboidratos das folhas para outros órgãos.

 

Deficiência de boro no cafeeiro

A deficiência de boro ocorre, principalmente, em solos muito lixiviados, pobres em matéria orgânica, com pH elevado (acima de 6,5) e em períodos secos. Por ser imóvel na planta, o boro é um nutriente que apresenta os primeiros sintomas de deficiência nas folhas novas, que se apresentam pequenas, retorcidas e com os bordos irregulares, há também o estreitamento do limbo.

Um dos sintomas característicos da carência de boro é a morte das gemas apicais dos ramos e do ápice do cafeeiro, seguida da brotação de várias outras gemas logo abaixo, dando aspecto de um leque. Além disso, pode haver encurtamento dos internódios, morte de gemas terminais, paralização do crescimento dos ramos, brotação excessiva, abortamento de flores ou menor pegamento da florada, morte da ponta das raízes e queda de produção da lavoura.

 

Correção de boro no solo

A falta de boro pode ser decorrente da lixiviação provocada por chuvas excessivas; do efeito da super calagem; em decorrência de doses elevadas de adubos nitrogenados, que pode ser agravada nos períodos secos do ano. O boro é um nutriente com alta mobilidade no solo, porém com baixa mobilidade na planta. Por isso, a recomendação é de correção via solo quando os teores estejam abaixo de 0,5 mg dm-3 no solo. As principais fontes de boro para aplicação no solo são o ácido bórico, o boráx e a ulexita. Além disso, a matéria orgânica é a maior fornecedora natural do elemento no solo.

 

Conclusão

O manejo nutricional é fundamental para que as culturas agrícolas expressem sem máximo potencial produtivo. Entretanto, nem sempre esse manejo é realizado de forma correta, o que limita a produção agrícola. A quantidade dos elementos essenciais requerida pelas plantas é variável. De acordo com a demanda nutricional, esses elementos são divididos entre macro e micronutrientes. Muitas das vezes o foco do manejo nutricional está no fornecimento de macronutrientes, enquanto os micronutrientes são deixados de lado.

Embora sejam requeridos em quantidades pequenas, os micronutrientes também devem ser fornecidos para elevar a produtividade da lavoura e garantir uma produção satisfatória e economicamente viável. Por isso, fazer o manejo adequado de micronutrientes é fundamental para garantir a produtividade do cafeeiro. Porém, a adubação com micronutrientes requer muito cuidado, pois, por serem requeridos em pequenas quantidades, um simples erro de cálculo de adubação ou a falha na aplicação de fertilizantes pode facilmente causar deficiência ou toxidez.

Diante disso, é fundamental que o agricultor tenha ao seu alcance a ajuda de um profissional especializado que dê o suporte que ele precisa para o sucesso do plano nutricional da lavoura. Sabe-se que cada tipo de nutriente apresenta particularidades com relação às suas fontes, modo de absorção, teores recomendados, mobilidade no solo e na planta, pH ideal para absorção, dentre outros. Por isso, nós, da Agroteg Digital, queremos facilitar as suas atividades agrícolas e contribuir para o sucesso do seu negócio. Esperamos que a leitura deste texto possa ter te ajudado a compreender a importância dos micronutrientes para o desenvolvimento das plantas, em especial o cafeeiro.

 

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Introdução

 

Na publicação de hoje, você poderá conhecer sobre a importância do boro e do zinco para a nutrição do cafeeiro. Mas, antes disso, é preciso apresentar a definição e a importância dos micronutrientes para a produção agrícola. Muitos produtores de café focalizam o manejo da adubação no fornecimento de macronutrientes, como nitrogênio, fósforo e potássio (NPK), e ignoram os micronutrientes, incluindo o zinco e o boro. Ao final da leitura deste texto, você terá motivos para incluir no seu plano nutricional a adubação de micronutrientes. Então, vamos lá. Boa leitura.

 

O que são micronutrientes?

Para uma produção agrícola de boa qualidade e com alta produtividade, é preciso a adequação dos fatores de produção às necessidades das culturas, incluindo o fornecimento de nutrientes. Para completar o seu ciclo produtivo, os vegetais precisam de certos nutrientes, os quais são chamados de elementos essenciais para o crescimento das plantas. Dentre esses elementos, existem aqueles que as plantas adquirem pelo ar ou pela água: carbono (C), hidrogênio (H) e oxigênio (O).

No entanto, a maioria dos elementos são absorvidos pelas plantas por meio da solução do solo. Eles são divididos em macro e micronutrientes. Essa classificação está relacionada com a quantidade de nutriente demandada pela planta durante o seu ciclo produtivo. Já que todos esses nutrientes são elementos essenciais e a falta ou a presença em quantidades inadequadas de qualquer um deles prejudica a produção vegetal. Os macronutrientes são: nitrogênio (N), fósforo (P), potássio (K), cálcio (Ca), magnésio (Mg) e enxofre (S), além de C, H e O. Já os micronutrientes são ferro (Fe), manganês (Mn), zinco (Zn), níquel (Ni), cobre (Cu), boro (B), molibdênio (Mo) e cloro (Cl).

Importância dos micronutrientes

Muito se fala da importância dos macronutrientes, principalmente NPK. E, muitas vezes, os micronutrientes são ignorados pelos agricultores. De fato, as plantas precisam de uma quantidade maior dos elementos classificados como macronutrientes. Entretanto, não se pode deixar de lado o fornecimento dos micronutrientes, pois eles desempenham funções importantes que incrementam a produtividade agrícola. É o que veremos a seguir. E, com certeza, depois de conhecer a importância desses elementos, você nunca mais vai deixar de fornecê-los às plantas da sua lavoura. Vamos lá.

Predominantemente, a maioria dos micronutrientes é responsável pela formação de moléculas de enzimas, atuando, principalmente, nos processos de oxido-redução por transferência de elétrons, ligando enzimas a substratos para formar os complexos enzima-substrato. Parece um pouco complicado, não é verdade? Mas para resumir: os micronutrientes são importantes para as plantas tanto quanto os macronutrientes e não devem ser ignorados nos planos de adubação. Porém, o fornecimento de quantidades elevadas desses elementos pode causar grandes prejuízos na produção. É o que veremos no próximo tópico.

 

Deficiência e excesso de micronutrientes nas plantas

Embora sejam requeridos pelas plantas em quantidades extremamente pequenas, a deficiência de micronutrientes pode causar a limitação da produção agrícola. Portanto, haverá a queda do rendimento das colheitas se o produtor rural não realizar o devido manejo, via solo ou via aplicação foliar, para a manutenção dos teores dos micronutrientes adequados ao crescimento vegetal. E não é isso que o agricultor deseja, não é mesmo? Por isso, no plano de adubação da lavoura, além do fornecimento dos macronutrientes, devem ser fornecidos também os micronutrientes.

Entretanto, o excesso de micronutrientes, geralmente, pode causar uma desordem no metabolismo vegetal, com comprometimento das funções metabólicas das plantas. Além disso, em situações não extremas, a decomposição de substâncias das células da folha pode levar à clorose do tecido vegetal. Por isso, para fornecer, com sucesso, os micronutrientes na lavoura, alguns fatores devem ser considerados: tipos de fertilizante, época e formas de aplicação, características do solo e da cultura, comportamento dos micronutrientes no solo e na planta etc.

Dessa forma, para que o produtor rural tenha mais chances de sucesso no manejo de micronutrientes, um auxílio de um profissional qualificado é essencial. Nós, da Agroteg Digital, por exemplo, temos, no nosso quadro de funcionários, profissionais capacitados para prestar assistência no manejo da adubação de macro e micronutrientes.

Mas lembre-se: o manejo nutricional se inicia com as análises de solo e plantas. Métodos de análise de rotina dos micronutrientes em solos e plantas já são disponíveis para os estudos da fertilidade do solo, por isso é fundamental realizar as análises de solo e foliares antes de definir o manejo da adubação da lavoura e contar com a assistência de um profissional especializado para interpretação dos resultados e definição do plano de adubação.

 

O zinco no cafeeiro

O zinco atua no crescimento da planta e, principalmente, na produção vegetal, desempenhando um papel importante na germinação do tubo polínico e influenciando o pegamento da florada e tamanho dos frutos. Por isso, é um dos micronutrientes que mais pode limitar a produção do cafeeiro. Além disso, o zinco participa como ativador de várias enzimas, como a RNA polimerase (interfere nos processos de síntese proteica) e o triptofano (percursor da auxina, um hormônio do crescimento vegetal). Esse micronutriente também auxilia na proteção contra patógenos, pois ajuda a manter a integridade da membrana e a controlar a permeabilidade celular.

 

Deficiência de zinco no cafeeiro

Inicialmente, os sintomas de deficiência de zinco aparecem nas folhas em expansão, que se tornam estreitas, retorcidas, coriáceas, quebradiças e ásperas ao tato. A deficiência provoca, ainda, a redução dos internódios, morte de gemas terminais, seca de ponteiros, superbrotamento e redução da produção. O tamanho reduzido das folhas e o seu agrupamento em secções do ramo com os internódios encurtados formam um tufo, também conhecido como roseta, podendo ocorrer a morte dos ponteiros.

 

Correção de zinco no solo

As condições de solo mais associadas com a deficiência de zinco são: solos arenosos e ácidos; solos com alto teor de argila e de silte; solos com alto teor de P disponível; e alguns solos orgânicos. Um dos fatores que mais afetam a sua disponibilidade é o pH do solo, a deficiência de zinco ocorre geralmente na faixa de pH entre 6 e 8 e, principalmente, em solos calcários. A correção de zinco pode ser feita por adubação via solo ou foliar. Para isso, deve-se considerar os teores ideais de 8 a 20 ppm nas folhas de cafeeiro e em torno de 3 mg dm-3 no solo de cultivo. Caso os teores de zinco estejam abaixo do ideal, é recomendada a adubação via solo de 6 kg ha-1 de zinco. As principais fontes de zinco são: sulfato de zinco (hidratado ou básico), óxido de zinco, oxisulfato, cloreto de zinco, nitrato de zinco, quelato de zinco e acetato de zinco.

 

O boro no cafeeiro

Juntamente com o zinco, o boro é o micronutriente que mais limita a produção do cafeeiro. Ele é um micronutriente de função estrutural na planta, pois atua no alongamento e na divisão celular, por isso é muito exigido nas partes da planta com intenso crescimento, como o ápice do ramo ortotrópico, a ponta dos ramos laterais e os meristemas radiculares. Portanto, exerce importante papel no desenvolvimento apical dos ramos e das raízes. Além disso, o boro tem um papel importante na formação da parede celular, no aumento do tamanho das células e na velocidade de transporte de carboidratos das folhas para outros órgãos.

 

Deficiência de boro no cafeeiro

A deficiência de boro ocorre, principalmente, em solos muito lixiviados, pobres em matéria orgânica, com pH elevado (acima de 6,5) e em períodos secos. Por ser imóvel na planta, o boro é um nutriente que apresenta os primeiros sintomas de deficiência nas folhas novas, que se apresentam pequenas, retorcidas e com os bordos irregulares, há também o estreitamento do limbo.

Um dos sintomas característicos da carência de boro é a morte das gemas apicais dos ramos e do ápice do cafeeiro, seguida da brotação de várias outras gemas logo abaixo, dando aspecto de um leque. Além disso, pode haver encurtamento dos internódios, morte de gemas terminais, paralização do crescimento dos ramos, brotação excessiva, abortamento de flores ou menor pegamento da florada, morte da ponta das raízes e queda de produção da lavoura.

 

Correção de boro no solo

A falta de boro pode ser decorrente da lixiviação provocada por chuvas excessivas; do efeito da super calagem; em decorrência de doses elevadas de adubos nitrogenados, que pode ser agravada nos períodos secos do ano. O boro é um nutriente com alta mobilidade no solo, porém com baixa mobilidade na planta. Por isso, a recomendação é de correção via solo quando os teores estejam abaixo de 0,5 mg dm-3 no solo. As principais fontes de boro para aplicação no solo são o ácido bórico, o boráx e a ulexita. Além disso, a matéria orgânica é a maior fornecedora natural do elemento no solo.

 

Conclusão

O manejo nutricional é fundamental para que as culturas agrícolas expressem sem máximo potencial produtivo. Entretanto, nem sempre esse manejo é realizado de forma correta, o que limita a produção agrícola. A quantidade dos elementos essenciais requerida pelas plantas é variável. De acordo com a demanda nutricional, esses elementos são divididos entre macro e micronutrientes. Muitas das vezes o foco do manejo nutricional está no fornecimento de macronutrientes, enquanto os micronutrientes são deixados de lado.

Embora sejam requeridos em quantidades pequenas, os micronutrientes também devem ser fornecidos para elevar a produtividade da lavoura e garantir uma produção satisfatória e economicamente viável. Por isso, fazer o manejo adequado de micronutrientes é fundamental para garantir a produtividade do cafeeiro. Porém, a adubação com micronutrientes requer muito cuidado, pois, por serem requeridos em pequenas quantidades, um simples erro de cálculo de adubação ou a falha na aplicação de fertilizantes pode facilmente causar deficiência ou toxidez.

Diante disso, é fundamental que o agricultor tenha ao seu alcance a ajuda de um profissional especializado que dê o suporte que ele precisa para o sucesso do plano nutricional da lavoura. Sabe-se que cada tipo de nutriente apresenta particularidades com relação às suas fontes, modo de absorção, teores recomendados, mobilidade no solo e na planta, pH ideal para absorção, dentre outros. Por isso, nós, da Agroteg Digital, queremos facilitar as suas atividades agrícolas e contribuir para o sucesso do seu negócio. Esperamos que a leitura deste texto possa ter te ajudado a compreender a importância dos micronutrientes para o desenvolvimento das plantas, em especial o cafeeiro.

 

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